O início, afinal.

Para começar, o termo “caboco” está certo sim. Muitos podem até confundir com “caboclo”, mas não, não é a mesma coisa. A palavra que dá nome a esse blog é uma expressão usada quase que apenas no Norte do país, mais precisamente nos estados do Pará e Amazonas. Significa, entre muitas coisas, algo que se assemelha ao “caipira” ou “sertanejo”, mas é muito mais usado do que esses dois, podendo se referir a uma pessoa que não é, necessariamente, do interior. Infelizmente, na maioria das vezes é utilizado de forma pejorativa. Mas aqui o termo é respeitado! Aqui, me refiro a vocês como um puro “caboco” , vindo do interior, dos rios e matas que cercam o paraíso pouco aproveitado que é o meu Pará. Hoje moro no Rio de Janeiro, mas as raízes são fortes demais. Ainda bem, né?

Criei esta página pois senti a necessidade. Não de me tornar alguém melhor nem nada, mas sim de poder expor algumas coisas que escrevo. Desde os tempos longínquos dos meus doze anos de idade eu já rabiscava, no computador, algumas coisas. Cheguei a tentar escrever um livro (estava lendo “Percy Jackson e Os Olimpianos” na época e senti que podia criar meu próprio herói adolescente), mas como eu disse, apenas tentei. Na verdade, nem sei se aquilo chegou a ser uma tentativa de fato ou só algumas páginas no Word. Com o passar do tempo, fui criando mais afinidade e gosto pelas palavras. Os primeiros poemas surgiram com os anos, e hoje já possuo meus simples, mas singelos, versos e prosas anotados em vários cadernos que carrego comigo para tudo quanto é lado.

Embora não ache o que escrevo tão bem quanto o que as pessoas que me leem dizem (sem falsa modéstia; odeio isso, por sinal), resolvi começar esse blog mais para poder compartilhar mais desse meu amor pela escrita com indivíduos que não conheço, e saber se os que leem meus rascunhos da vida realmente falam a verdade ou são apenas bons amigos. E, claro, com isso, melhorar ainda mais minha prática, estender olhares e horizontes e, quem sabe, agradar alguém que teve um dia chato e quer ler algo não muito elaborado, mas agradável, em algum lugar da internet. Pode passar aqui, ok?

Pretendo, pelo menos, uma vez por semana postar algo. O curto tempo talvez não dê margem para um texto elaborado e tudo mais; entretanto, a ideia não é bem essa. Não sou, e nem pretendo exatamente ser, alguém que se mostre superior aos leitores, use termos absurdamente complexos e desnecessários, ou que crie uma aura intocável. De intocável, só o filme do Brian De Palma; o resto não quero pra mim. Sou apenas um cara que gosta de escrever e quer, à troco de nada, compartilhar esse gosto com outras pessoas. E estarei disposto a ouvir críticas (de preferência as construtivas, certo?) sempre, pois preciso delas pra viver.

Por fim, já usando esse começo de último parágrafo clichê, eu digo que será um prazer conversar com aqueles que aqui passarem de vez em quando. Sintam-se à vontade para me mandar emails (já me sentindo importante, puta merda…) sobre qualquer coisa: dicas de posts, críticas, um simples “oi” ou até spam (mentira, não façam isso, sério), mas sem vergonha nem nada. Sou humano, assim como vocês.

Abraços, e até as próximas postagens.

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8 comentários sobre “O início, afinal.

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