A saudade é como correr sem chão

A saudade é como correr sem chão
E cair num poço sem fim;
É ter que esperar pelo fim
De uma triste canção;

A saudade é como o vento
Que leva as folhas embora;
É como ter apenas o “agora”
Mesmo quando eu tento

Lembrar sempre do que passou,
Mas que também do que permanece
Nos meus pensamentos, e aquece
Os dias em que o sol me deixou;

Saudade é como um sonho ruim
Que nós sonhamos acordados
Esperando alguém, parados,
Para aparecer enfim;

Saudade é um poema sincero
Escrito com amor
Em letras feitas de dor
Que secam mesmo quando não quero.

*

OBS: depois de pensar bastante, resolvi inaugurar outra categoria aqui do blog: “versos e derivados”. Confesso que tava bastante receoso, mas acabei cedendo a minha própria vontade. Aqui irei postar poemas meus, desde os mais antigos aos recém escritos. Nenhum deles é muito bom, mas talvez sejam, de tudo que eu escrevo, as coisas que mais têm valor pra mim (por isso não tava querendo postar). No fim, acabei decidindo que devia postar. Vamos ver no que dá.

OBS II: só lembrando as palavras de Fernando Pessoa: “O poeta é um fingidor. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente.”. Então, digo logo, não acreditem em tudo que eu escrever aqui (não tô me chamando de poeta, mas se a carapuça servir..).

Abraços.

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