Um ano de “caboquice”

Hoje cedo, entre uma aula e outra, acabei olhando o Facebook e vi que uma amiga havia me marcado numa publicação. Era desse dia, nove de setembro, só que um ano atrás. E lembrei que foi nessa data, em 2015, que criei o blog. Numa quinta feira (eu acho), depois de pensar bastante, relutando se iria realmente criar o site onde hoje escrevo com certa frequência, acabei dando início a esse passatempo que tanto amo.

 

 

A demora se deu à minha chatice ou falta de vontade mesmo. Já bem antes daquele momento eu começava a escrever, sem nunca mostrar pra muita gente. Com o passar do tempo se tornou uma rotina praticamente diária, e percebei que seria aquela quantidade pra mais. E então, após insistente apoio de amigos próximos e família (direta ou, principalmente, indiretamente) criei O Caboco. Fico feliz de olhar para os textos antigos e perceber que muita coisa melhorou. Já não tenho mais tantos erros gramaticais e de edição. O que é bom.

 

 

Por outro lado, o que me deixa mais alegre é ver que o meu jeito pode ter mudado um pouco, mas ainda consigo conservar a simplicidade que eu tanto busco aqui. Porque, ao meu ver, claro, não adianta ficar usando mesóclise e essas coisas mais complicadas se, no fundo, as pessoas não entendem o que eu quero dizer. Ora, o simples acaba sendo bem mais tranquilo nesse caso do que um monte de palavra complicada tirada dos cafundós de algum dicionário ou construções de frase cheias de termos desnecessários. Em resumo: simples é mais legal (pra mim).

 

 

Graças ao blog, fui chamado por um primo pra fazer parte do blog dele, o Entrelinhas (muito bom, por sinal). Infelizmente está parado hoje em dia, mas fazer parte dele foi uma experiência bem legal. Espero que a gente volte a escrever ali logo. Além disso, tomei coragem também de começar a escrever no site da Obvious (link pra minha página no final desse texto), o qual eu adoro há tempos. E, tanto lá quando aqui, ter a experiência de muita gente compartilhar algo que eu escrevi sem sequer me conhecerem e vice versa. Pra mim é algo incrível que alguém do Rio Grande do Sul, por exemplo, tenha lido algo meu e compartilhado (o que significa que a pessoa gostou, né).

 

 

Em agosto, de férias em Belém, uma conhecida de amigos meus veio falar comigo dizendo que adorava meus textos, que lia todos, que se identificava pra caramba e tudo mais. E eu nunca tinha visto a cara dela. Hoje, na universidade, já querendo voltar pra casa, um outro aluno, que entrou comigo em 2015, já bem mais velho (uns cinquenta e poucos anos), mas que nunca tínhamos tido muito contato, veio comigo dizendo “você que é o Gabriel Maués?”. E ele disse que se emocionou com algo que eu escrevi (sobre amor), e então começou a falar de quando era moleque, que gostava de tomar umas com alguns amigos e (como todo bêbado) falar de sentimentos e coisas do gênero. Que adorava fazer isso e que o texto lhe fez lembrar dessa época.

 

 

Porra, isso é muito foda.

 

 

Saber que alguém lê o que eu escrevo e que isso lhe faz bem, seja fazendo com que se lembre de coisas boas, que se identifique com uma situação ruim e saiba que não está sozinho, ou mesmo dando coragem para algumas pessoas começarem a escrever é incrível. Isso de “dar coragem” já aconteceu com três amigos que criaram seus próprios blogs e, diga-se de passagem, que têm textos mais interessantes do que os daqui. Saber que eu ajudo, da forma que for, só com as palavras que estão aqui é muito gratificante. Muito mesmo.

 

 

No fim, agradeço aos que ajudaram nisso daqui. Aos amigos de Belém, principalmente aos que estiveram do meu lado no último (e complicado) ano de escola, sempre lendo entre aulas algo que eu escrevia; a alguns poucos amigos novos do Rio, que dizem carinhosa e suspeitosamente que eu escrevo bem e que adoram o que leem por aqui; à família, que apoia, mesmo longe, todas as besteiras que eu faço, além das coisas boas. E, claro, às pessoas que leem o blog, compartilham, comentam, curtem e falam dele por aí (esses em menor número), pois eles que sustentam isso.

 

 

Não escrevo isso pra ganhar dinheiro ou algo do tipo, porque se fosse o caso eu tava bem ferrado. Escrevo por uma necessidade quase biológica. Porque é necessário mesmo. E pretendo continuar nesse caminho até os dedos pararem de se mexer. Então eu peço pra alguém escrever o que eu dito. Ai de quem tiver essa tarefa ingrata…

 

 

Obrigado, povo. Vocês são os caras (e “as caras”).

 

 

Abraços apertados.

 

 

Links:

 

 

https://entrelinhas.org/

 

http://obviousmag.org/o_caboco/

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