Mês: dezembro 2017

Mudar é preciso.

Não tenha medo, nunca, de mudar.

 

Não tenha medo de parar de ler um livro pela metade. Ninguém é obrigado a ler tudo até o fim. A história não cativa? O enredo te é chato? Tu não suportas mais a descrição enfadonha de tudo? Então pare. Feche as páginas, quase terminando, e pare de ler. Não se obrigue a continuar nesse conto, porque ninguém deveria ser obrigado a nada parecido. Procure um novo livro: ao invés de drama, pegue um romance. Ao invés de investigação policial, busque uma fantasia épica. Busque, até, um de autoajuda quando os livros de autores pseudo-cult te encherem o saco. Apenas mude.

Não tenha medo de mudar de estilo de se vestir. E daí que a calça apertada não dá mais em ti? O quê que tem se a saia rodada te deixa na dúvida? O que tem de mais se um cropped que antes tu amavas agora é mais uma peça sem uso? Não tem problema não gostar mais da mesma roupa da semana passada. Quê que tem? Troca: usa uma jaqueta listrada nova, tenta usar menos all star, procura uma nova cor ao invés de branco, azul claro e preto. Saia dessa pele antiga e busque um vestido novo.

O que tem se você escolheu errado esse curso ou profissão? Se você tinha chances e condições para isso, e ainda assim se sente estranho ali, qual o problema? Só porque todos ao seu redor e a tua família insistem com o papo chato de te comparar aos outros tu tens de aguentar todos os dias estudar algo que odeias? Tens de aguentar todo dia professores babacas, disciplinas inúteis e ladainha acadêmica?

Não sinta receio de abandonar algumas pessoas que te fazem mal. É difícil se separar de antigos amigos, namorados e conhecidos que te fazem ficar triste e te sugam a energia. A gente acaba se acostumando a eles; convive, divide vidas, experiências, afetos e confiança. Mas, às vezes, algo dá errado no caminho e tudo se perde. Então a gente percebe que precisa cortar laços, acabar com aquilo que os mantém ligados pra que a vida siga bem. Às vezes é preciso abandonar alguém que a gente até pode amar, mas que não nos ama de fato, para que a gente possa, enfim, amar outras coisas novamente.

Jamais sinta vergonha de errar. Todos erram e já erraram alguma vez na vida. Nós não somos diferentes: erraremos até não poder mais. Construiremos coisas ruins com os erros, mas também criaremos coisas maravilhosas com eles (eu, por exemplo, conheci o amor da minha vida num “erro”, que foi beber demais). A gente vai se acertando, remendando devagar os cortes e reconstruindo nós mesmos, porque algumas vezes estaremos totalmente destruídos. Mas sempre sobra um pedaço pra recomeçar, acreditem.

Nunca, em hipótese alguma, se recusem a amar. Se estiver apaixonado, declare-se. Se estiver com “crush” em alguém, vai lá e tenta. Se realmente é amor, então se jogue. Não “tenha cuidado” demais; não “vá devagar” demais. Não “desapegue” demais. Não “se faça de difícil” demais. Joguinhos não são legais, na real. São chatos e desnecessários. Porque eles te fazem perder as pessoas, te fazem se afastar e te fazem deixar de amar alguém.

O amor não foi feito (seja lá quem tenha o feito primeiro) para ser escondido, mascarado, dosado ou comprimido. Ele nasceu para ser livre, para voar e amar. O amor é sentimento forte demais para qualquer gaiola, e nada deve, jamais, deixa-lo longe daquele que o faz existir.

Diga às pessoas que tu amas que tu as ama. Diga aos teus pais; diga aos teus tios; diga aos teus avós; diga aos teus filhos; diga aos teus amigos; diga aos teus melhores amigos; diga aos teus irmãos de sangue; diga aos teus irmãos de vida. Diga a todos aqueles que te fazem sentir amor de alguma forma que os ama. Não tenha medo de amar, nunca.

 

Mudar é difícil. Dói, machuca e às vezes nos marca pra sempre. Mas, às vezes, é necessário. É preciso que os pássaros migrem para sobreviverem. É preciso que as estações mudem para o mundo continuar. É preciso mudar quando nada ali te faz bem. Mudar, de novo, nunca será fácil.

Mas mudar é preciso quando é a única opção.

Mude hoje.

Porque amanhã pode ser muito tarde para tudo isso.

Mas, acredite, se a mudança começar hoje, então, amanhã o dia pode nascer mais escuro. Então, do nada, depois de amanhã o sol brilha mais pra ti. E tu vais perceber que mudar era preciso.

Vais perceber que é mudando que a gente encontra a tão sonhada e confusa felicidade.

É isso.

Apenas (tudo) isso.

 

Abraços, amigos.

Feliz 2018 para todos nós.

Que o amor sempre esteja ao alcance de vocês.

Anúncios

Sinceramente, eu te amo.

Sinceramente, eu te amo. Do fundo do peito, do fundo da alma e do fundo do fundo.

 

Não consigo esconder, nem que eu quisesse. Mas não quero: não me preocupo em esconder. Não existe motivo para isso, nem razão ou qualquer coisa parecida. Seria como tentar esconder o rabo do cachorro que balança quando seus olhos se alegram. Pra quê esconder? Meu amor por ti explode a cada vez que meu olhar mira o teu, mesmo quando teu olhar tá mais baixo ou distante. Meu amor procura o teu.

 

Existe gente que consegue esconder, é claro. Mas não sou assim, não. Não consigo nem medir sentimentos, oras. Já me disseram pra “não amar demais”, “não se envolver”, “não dizer ‘eu te amo’ logo no início”. Eu nunca ouvi esse povo.

 

Sempre deixei meus olhos falarem por mim. Sempre menti quando dizia a mim mesmo que não estava apaixonado ainda por ti. E perceba que digo esse “ainda” porque eu já sabia, por dentro e por fora, que em algum momento meu coração ia ser teu. E logo se tornou, porque mal tardou o primeiro mês e já era teu, inteiramente teu. Em nenhum momento eu consegui mentir pra alguém dizendo “eu não a amo”.

 

Hoje vejo que te vejo em tudo que vejo. Em todos os cantos dos meus momentos e dos meus dias. Eu pego um ônibus e me lembro de ti, quando pegava algumas horas para te ver no carro. Quando vou à praia me lembro de ti, porque a gente começou na areia e no mar. Quando toco violão eu me lembro de ti, porque já tô na terceira música feita pra ti (terminadas, claro). Quando eu me deito me lembro de ti, porque sempre sonho contigo. Até acordado eu sonho contigo, né?

 

Adquiri umas manias: fico te olhando dormir e roncar (pouquinho só). Escrevo bilhetes pra ti, mesmo tendo celulares, e deixo perto da cama quando tenho que sair cedo. Tento te desenhar de formas diferentes, mesmo não sabendo desenhar nada. Tento cozinhar, também, pra te alimentar quando estás mal. Te faço rir de tantas formas bobas e babacas diferentes, só pra tu rir mesmo de alguma coisa. Sorrio em cada palavra que escrevo sobre ti, ainda mais quando sei que não sabes que tô escrevendo pra ti. O que é quase sempre.

 

E se eu tenho que repetir palavras várias vezes, não é porque eu não saiba mais termos pra ti. É que eu me meio que me perco e fico sem jeito quando falo de ti. Claro que, se me perguntarem, posso escrever páginas e mais páginas à teu respeito, mas ainda assim é complicado escrever sobre ti. Porque quando penso em tudo que compõe tua pessoa, eu fico perplexo, fico nervoso e até procurando formas novas de te escrever.

 

Acontece que eu te amo. Eu, sinceramente, te amo. Muito mais do que eu achava que poderia amar. Muito mais do que eu achava que merecia. Muito, muito mais do que eu jamais amei a mim mesmo. E isso pode soar como nocivo, mas não posso evitar. Não penso mais em mim, penso em nós; em cada plano novo eu te coloco. Em cada plano antigo eu me culpo por não ter te posto nele antes.

 

E em cada instante meu eu te espero, seja estando longe ou perto de ti.

 

Eu sempre te espero.

 

Não sei porque nem para onde, mas eu te espero sempre.

 

Porque, sinceramente, eu te amo.