Sinceramente, eu te amo.

Sinceramente, eu te amo. Do fundo do peito, do fundo da alma e do fundo do fundo.

 

Não consigo esconder, nem que eu quisesse. Mas não quero: não me preocupo em esconder. Não existe motivo para isso, nem razão ou qualquer coisa parecida. Seria como tentar esconder o rabo do cachorro que balança quando seus olhos se alegram. Pra quê esconder? Meu amor por ti explode a cada vez que meu olhar mira o teu, mesmo quando teu olhar tá mais baixo ou distante. Meu amor procura o teu.

 

Existe gente que consegue esconder, é claro. Mas não sou assim, não. Não consigo nem medir sentimentos, oras. Já me disseram pra “não amar demais”, “não se envolver”, “não dizer ‘eu te amo’ logo no início”. Eu nunca ouvi esse povo.

 

Sempre deixei meus olhos falarem por mim. Sempre menti quando dizia a mim mesmo que não estava apaixonado ainda por ti. E perceba que digo esse “ainda” porque eu já sabia, por dentro e por fora, que em algum momento meu coração ia ser teu. E logo se tornou, porque mal tardou o primeiro mês e já era teu, inteiramente teu. Em nenhum momento eu consegui mentir pra alguém dizendo “eu não a amo”.

 

Hoje vejo que te vejo em tudo que vejo. Em todos os cantos dos meus momentos e dos meus dias. Eu pego um ônibus e me lembro de ti, quando pegava algumas horas para te ver no carro. Quando vou à praia me lembro de ti, porque a gente começou na areia e no mar. Quando toco violão eu me lembro de ti, porque já tô na terceira música feita pra ti (terminadas, claro). Quando eu me deito me lembro de ti, porque sempre sonho contigo. Até acordado eu sonho contigo, né?

 

Adquiri umas manias: fico te olhando dormir e roncar (pouquinho só). Escrevo bilhetes pra ti, mesmo tendo celulares, e deixo perto da cama quando tenho que sair cedo. Tento te desenhar de formas diferentes, mesmo não sabendo desenhar nada. Tento cozinhar, também, pra te alimentar quando estás mal. Te faço rir de tantas formas bobas e babacas diferentes, só pra tu rir mesmo de alguma coisa. Sorrio em cada palavra que escrevo sobre ti, ainda mais quando sei que não sabes que tô escrevendo pra ti. O que é quase sempre.

 

E se eu tenho que repetir palavras várias vezes, não é porque eu não saiba mais termos pra ti. É que eu me meio que me perco e fico sem jeito quando falo de ti. Claro que, se me perguntarem, posso escrever páginas e mais páginas à teu respeito, mas ainda assim é complicado escrever sobre ti. Porque quando penso em tudo que compõe tua pessoa, eu fico perplexo, fico nervoso e até procurando formas novas de te escrever.

 

Acontece que eu te amo. Eu, sinceramente, te amo. Muito mais do que eu achava que poderia amar. Muito mais do que eu achava que merecia. Muito, muito mais do que eu jamais amei a mim mesmo. E isso pode soar como nocivo, mas não posso evitar. Não penso mais em mim, penso em nós; em cada plano novo eu te coloco. Em cada plano antigo eu me culpo por não ter te posto nele antes.

 

E em cada instante meu eu te espero, seja estando longe ou perto de ti.

 

Eu sempre te espero.

 

Não sei porque nem para onde, mas eu te espero sempre.

 

Porque, sinceramente, eu te amo.

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